Brechó e Sebo Virtual Fuzenga

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OS SERTÕES - EUCLIDES DA CUNHA

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BOM ESTADO. CAPA UM POUCO DANIFICADA. EDITORA FRANCISCO ALVES. 1968. 27ª EDIÇÃO. 471 PÁGINAS (AMARELADAS). OS SERTÕES DÁ INÍCIO AO QUE SE CHAMA DE PRÉ-MODERNISMO NA LITERATURA BRASILEIRA, REVELANDO, ÀS VEZES COM CRUELDADE E CERTO PESSIMISMO, O CONTRASTE CULTURAL NOS DOIS "BRASIS": O DO SERTÃO E O DO LITORAL. EUCLIDES DA CUNHA CRITICA O NACIONALISMO EXACERBADO DA POPULAÇÃO LITORÂNEA QUE, NÃO ENXERGANDO A REALIDADE DAQUELA SOCIEDADE MESTIÇA, PRODUZIDA PELO DESERTO, AGIU ÀS CEGAS E FEROZMENTE, COMETENDO UM CRIME CONTRA SI PRÓPRIA; O QUE É O GRANDE TEMA DE OS SERTÕES. EM TOM CRÍTICO, TAMBÉM MOSTRA O QUE SÉCULOS DE ATRASO E MISÉRIA, EM UMA REGIÃO SEPARADA GEOGRÁFICA E TEMPORALMENTE DO RESTO DO PAÍS, SÃO CAPAZES DE PRODUZIR: UM LÍDER FANÁTICO E O DELÍRIO COLETIVO DE UMA POPULAÇÃO CONFORMADA. TODOS OS IMPORTANTES QUESTIONAMENTOS E AS GRANDES FORMULAÇÕES SOCIOLÓGICAS, ANTROPOLÓGICAS, HISTÓRICAS E POLÍTICAS PARA COMPREENDER O BRASIL, ANTES E DEPOIS DA REPÚBLICA, TIVERAM SEU EMBRIÃO NAS PÁGINAS DE OS SERTÕES.A OBRA  REVELA, ÀS VEZES COM CRUELDADE E CERTO PESSIMISMO, O CONTRASTE CULTURAL NOS DOIS "BRASIS": O DO SERTÃO E O DO LITORAL. A TRANSIÇÃO DE VALORES TRADICIONAIS PARA MODERNOS ESTÁ NA DENÚNCIA QUE FAZ DA REALIDADE BRASILEIRA, ATÉ ENTÃO ACOSTUMADA A RETRATAR UM PERI, UMA IRACEMA, UM GAÚCHO, ÍCONES DO NOSSO ROMANTISMO. EVIDENCIA, PELA PRIMEIRA VEZ EM NOSSA LITERATURA, OS TRAÇOS E CONDIÇÕES REAIS DO SERTANEJO, DO JAGUNÇO; "A SUB-RAÇA" QUE HABITA O NORDESTE BRASILEIRO; O HERÓI DETERMINISTA QUE RESISTE À TRAGÉDIA DE SEU DESTINO, DISFARÇANDO DE RESIGNAÇÃO O DESESPERO DIANTE DA FATALIDADE. ESSA RUPTURA DE VISÃO DE MUNDO GERA TAMBÉM UM ROMPIMENTO NO PLANO LINGÜÍSTICO. A OBJETIVIDADE CIENTÍFICA NA ABORDAGEM DE UM PROBLEMA LEVA O AUTOR A BUSCAR TERMOS PRECISOS E, NESTA ESCOLHA, SUA LINGUAGEM TORNA-SE ESPECIALIZADA E, POR ISSO, ÀS VEZES DIFÍCIL, MAS QUE SE JUSTIFICA PELO OBJETIVO DE TORNAR EXATA A COMUNICAÇÃO DAS IDÉIAS. CONSIDERADA UMA DAS OBRAS-PRIMAS DA LITERATURA BRASILEIRA, OS SERTÕES, PUBLICADA EM 1902, ANO DE SUA PRIMEIRA EDIÇÃO, CINCO ANOS APÓS A CAMPANHA DE CANUDOS, CUJO TRÁGICO DESFECHO EUCLIDES DA CUNHA TESTEMUNHOU COMO REPÓRTER DE O ESTADO DE SÃO PAULO, APRESENTA NÃO SÓ UM COMPLETO RELATO DA CAMPANHA DE CANUDOS, QUE FOI A LUTA SANGRENTA CONTRA OS FANÁTICOS CHEFIADOS POR ANTÔNIO CONSELHEIRO, OS QUAIS AMEAÇAVAM A SEGURANÇA DAS CIDADES E POVOAÇÕES VIZINHAS, MAS APRESENTA AINDA UM ADMIRÁVEL ESTUDO DA TERRA E DO HOMEM DO SERTÃO NORDESTINO, DAS CONDIÇÕES DE VIDA DO SERTANEJO, DA SUA RESISTÊNCIA E CAPACIDADE, DE ACORDO COM A VISÃO DE EUCLIDES DA CUNHA. ELE FOI O ÚNICO JORNALISTA QUE ATENTOU PARA A VALENTIA DOS JAGUNÇOS. DA PRIMEIRA À ÚLTIMA PÁGINA, O SERTÕES É UMA OBRA QUE INCOMODA. ELE FOI ESCRITO EXATAMENTE PARA ISSO. PARA INSTIGAR, PROVOCAR A PESQUISA E ESTIMULAR A PROCURA DA VERDADE. É UM LIVRO CONTRA O CONFORMISMO. É UM LIVRO DE IDÉIAS E SOLUÇÕES, DE QUESTIONAMENTOS E PROPOSIÇÕES OUSADAS. JÁ É LUGAR COMUM DIZER QUE ALGUMAS DE SUAS CONCEITUAÇÕES CIENTÍFICAS NÃO RESISTIRAM À EVOLUÇÃO. CONTÉM OS VÍCIOS OU DISTORÇÕES TÍPICOS DA ÉPOCA. É UMA NARRATIVA DA INSURREIÇÃO DE UM GRUPO DE FANÁTICOS RELIGIOSOS E NÃO SÓ DESCREVE A SOCIEDADE MAS TAMBÉM A GEOGRAFIA, GEOLOGIA, E ZOOLOGIA PLANA DO SERTÃO BRASILEIRO. COM SEU APURADO ESTILO JORNALÍSTICO-ÉPICO, TRAÇA UM RETRATO DOS ELEMENTOS QUE COMPÕEM A GUERRA DE CANUDOS: A TERRA, O HOMEM E A LUTA.  A DESCRIÇÃO MINUCIOSA DAS CONDIÇÕES GEOGRÁFICAS E CLIMÁTICAS DO SERTÃO, DE SUA FORMAÇÃO SOCIAL: O SERTANEJO, O JAGUNÇO, O LÍDER ESPIRITUAL, E DO CONFLITO ENTRE ESSA SOCIEDADE E A URBANA, MOSTRA-NOS UM EUCLIDES CIENTIFICISTA, HISTORICISTA E NATURALISTA QUE ROMPE COM O IMPERIALISMO LITERÁRIO DA ÉPOCA E INICIA UMA ANÁLISE CIENTÍFICA EM PROL DOS ASPECTOS MAIS IMPORTANTES DA SOCIEDADE BRASILEIRA. PESO: 

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