ARKEÔ - Garimpo Vintage

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Hermelindo Fiaminghi 1995

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Fiaminghi foi um dos grandes nomes da arte abstrata nacional, membro do Grupo Ruptura - marco do Concretismo no Brasil.  Já pensou em possuir uma obra de um artista que expôs em diversas edições da Bienal de São Paulo, além de ter trabalhos nos acervos do MASP, MAM-SP, entre outros?

Serigrafia assinada a lápis pelo artista, datada de 1995 e numerada (trata-se do exemplar 26 de uma série de apenas 40 exemplares). Procedência: adquirida em leilão do acervo de jornalista carioca. Moldura e vidro antireflexo.

Pagamento em até 12x.

Dimensões: Largura 55cm | Altura 36cm


O ARTISTA

Hermelindo Fiaminghi (São Paulo SP 1920 - idem 2004). Pintor, desenhista, artista gráfico, litógrafo, publicitário, professor e crítico. Entre 1936 e 1941, frequenta o Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, onde estuda com Lothar Charoux (1912-1987) e Waldemar da Costa (1904-1982). Dedica-se à litografia, trabalhando nas principais indústrias gráficas de São Paulo. Em 1946, monta sua primeira empresa, o Graphstudio, atuando em produção gráfica. No começo da década de 1950, inicia trabalhos abstratos, em que revela a influência da arte construtiva. Colabora ainda com os poetas concretos na programação gráfica de seus poemas. Entre 1959 e 1966, freqüenta o ateliê de Alfredo Volpi (1896-1988). Integra o Grupo Ruptura, liderado por Waldemar Cordeiro (1925-1973). Participa da criação do ateliê coletivo do Brás, onde desenvolve a série Virtuais, trabalhando ainda com esmalte sobre eucatex. No começo da década de 1960, o artista inicia trabalhos com têmpera e faz experiências com a cor. Passa a utilizar o termo Corluz para designar seus trabalhos, desenvolvendo pesquisas com retículas em offset.

Comentário Crítico
Hermelindo Fiaminghi freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, entre 1936 e 1941, onde estuda pintura com Waldemar da Costa. Cursa também artes gráficas, que exercerá ao longo de toda a sua carreira. Dedica-se à litografia, trabalhando nas principais indústrias gráficas de São Paulo. A partir de 1946, atua em publicidade. Fiaminghi adere ao movimento concreto em 1955. Contribui na produção gráfica dos poemas-cartazes dos escritores concretos paulistas, como Haroldo de Campos (1929-2003) e Décio Pignatari (1927-2012). Em 1959, Fiaminghi rompe com Waldemar Cordeiro e o grupo de artistas concretistas de São Paulo.

No início da carreira, dedica-se à abstração geométrica. Suas obras destacam-se pelo ritmo visual das composições, como em Long Play (1955), no qual trabalha com a sugestão de deslocamento de figuras geometrizadas. Utiliza freqüentemente uma gama reduzida de cores. A partir de 1958, produz a série Virtuais, em esmalte sobre madeira aglomerada. Utiliza poucas figuras, definidas por planos de cor, que apresentam certa ambigüidade, por se constituírem à superfície plana do quadro e, ao mesmo tempo, se inserirem no espaço cúbico, construído por planos ortogonais, como ocorre em Virtual XIV (1958).

Entre 1959 e 1966, freqüenta o ateliê de Alfredo Volpi, com quem aprende pintura a têmpera. Troca a madeira por telas de linho. Em suas pinturas, passa a utilizar cada vez mais a transparência das cores. Com a série de trabalhos denominada Cor-Luz, inicia pesquisas em torno da fusão e difusão da cor pela incidência da luz. Pinta telas inspiradas nas superfícies quadriculadas que compõem a retícula gráfica. Realiza também experimentos com slides, que são posteriormente impressos em off-set, buscando precisão ótica.

Posteriormente, sua pincelada tende a tornar-se mais gestual, subvertendo a trama quadriculada que estrutura suas telas. Na década de 1980, realiza uma série de "desretratos", como o de Haroldo de Campos, de 1985, e de "despaisagens", com pinceladas livres, que revelam o colorido como superfície flutuante. Nessa época, encantado com a pintura de Claude Monet (1840-1926), Fiaminghi revê suas obras e afirma: "Tudo o que eu vinha pensando está lá", e, quase como um antigo pintor impressionista, diz: "Persigo a luz, mas a luz é fugidia".

Fiaminghi revela em sua produção grande liberdade no uso da cor. Ao longo de sua carreira, concilia a dupla atividade de artista plástico e de profissional de artes gráficas, sendo considerado por alguns críticos como pioneiro na utilização do off-set como linguagem de criação artística.

 

Fonte: Enciclopédia Itaú Cultural