O manuscrito do jovem Gabriel, de João Batista de Andrade

  
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O manuscrito jovem Gabriel é um romance de uma atualidade que grita. Escrito antes do retrocesso que vivemos agora, sem qualquer espírito jornalístico ou busca de retratar com objetividade o que vivenciamos neste momento, o romance antecipa e inventa, navegando por dramas humanos com grande originalidade, fazendo com que a violência se apresente ora como acerto de contas, ora como modo de vida, ora como puro prazer.

O autor retoma aqui ideias de seu romance Um olé em Deus (1997), em que mergulha na essência do matador Davino, ex-militar, que se coloca a serviço de grupos e pessoas poderosas da periferia paulistana. “Homem de bem”, trabalhador a serviço da “justiça” (justiceiro) aventureiro, poderoso matador que, apesar da frieza, ainda teme o que faz, teme a vingança dos mortos e o castigo de Deus, mais do que qualquer ameaça terrena. Para se proteger de seus fantasmas, Davino constrói uma Vila, a “Vila do Cabo”, onde cada casa, inicialmente, tem as feições de cada um de seus assassinados. Com o passar dos tempos, a vila cresce e se torna uma comunidade pobre e violenta, que mantém viva a “Lenda do Cabo Davino”.

Neste romance, como sinal dos tempos, a violência é filha do prazer e do exercício do poder. Não por acaso, o jovem Gabriel tem justamente em Cabo Davino seu maior ídolo, e o faz de forma atual, manuseando a história de tal maneira a se isentar da violência por suas próprias mãos, distorcendo e justificando a realidade da brutalidade, manipulando seu jovem amigo César, um ex-hacker, de origem humilde, a exercer a selvageria em seu nome.

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